É a neuropatia óptica hereditária
mais comum. O quadro manifesta-se na primeira década de
vida, com perda visual insidiosa, freqüentemente detectada
em exames de rotina. Trata-se de afecção bilateral,
podendo ser assimétrica, com alterações na
visão de cores e no campo visual. No fundo do olho, nota-se
palidez ou escavação em cunha do disco óptico,
geralmente localizada na sua porção temporal. Para
o diagnóstico, devem ser descartadas doenças do
sistema nervoso central, e por isso faz-se necessária investigação,
através de exames de neuro-imagem. O histórico familiar
também é importante, assim como o exame dos membros
da família.
O prognóstico é variável,
mas na maioria dos casos o quadro tende a se estabilizar ou progredir
lentamente durante a vida.