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Doença de Stargardt
e
Fundus Flavimaculatus
A doença de Stargardt é
a forma mais comum de degeneração macular juvenil.
Nela ocorre a perda progressiva das células fotoreceptoras
da mácula, gerando a redução da visão
central, com a preservação da visão periférica.
A progressão da Stargardt varia de pessoa a pessoa, podendo
se agravar após os 50 anos.
Quase sempre é herdada sob
a forma autossômica recessiva. Ambos os pais, chamados portadores
do gene, transmitem a doença, ainda que eles próprios
não sejam afetados, porque têm apenas uma cópia
do gene ( são necessários dois genes alterados para
que a doença apareça). O risco de uma criança
ter Stargardt quando os pais são portadores do gene é
de 25% em cada gestação. Nesse caso a criança
herda uma cópia do gene da Stargardt de cada um dos pais.
Alguns dos genes causadores da Doença de Stargardt já
foram localizados.
Suas mutações estão
sendo estudadas, a fim de que se possa entender melhor os mecanismos
que causam a doença e se desenvolver um tratamento.
Recentemente, uma pesquisa com animais
comprovou que o uso de lentes escuras, sempre que houver luz solar,
é importante para impedir a progressão da doença.
A doença Fundus flavimaculatus
é geralmente de padrão autossômico recessivo,
caracterizada ao exame pela presença de flecks amarelados
no nível do epitélio pigmentado da retina. Estes podem
aparecer na periferia da retina e permanecer confinados a ela, porém
mais freqüentemente localizam-se na área macular. O
prognóstico varia bastante entre os pacientes. Na maioria
dos casos, especialmente no início, o exame eletrorretinográfico
é normal.
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