Síndrome
de Usher (USH)
Síndrome de Usher (USH), envolve
uma série de doenças que têm em comum a presença
de RP e variados graus de surdez. Existem três tipos de
Usher:
Tipo 1: A surdez profunda é congênita,
enquanto a RP aparece na infância ou juventude. A pessoa
afetada sofre problemas de equilíbrio.
Tipo 2: A surdez também é
congênita, mas tende a ser moderada, podendo ser superada
com o uso de aparelhos auditivos. A RP aparece na juventude.
Tipo 3: A pessoa nasce com visão
e audição normais. A surdez e a RP aparecem posteriormente
e têm caráter progressivo.
A perda auditiva nessa síndrome se deve
a problemas com as células nervosas da cóclea, situada
na parte interna da orelha e que é responsável pela
transmissão do som ao cérebro. O mesmo gene que
produz alterações na cóclea afeta também
as células fotoreceptoras da retina, levando à RP.
Até o momento, não há tratamento que detenha
a degeneração da retina ou restaure a audição
de uma pessoa afetada pela síndrome. Em alguns casos, um
implante de cóclea mostrou resultados positivos em pessoas
com surdez profunda. Em muitos casos de surdez moderada, o uso
de aparelhos de audição pode suprir a dificuldade
auditiva.
A síndrome de Usher é transmitida
através de herança genética autossômica
recessiva. Cada um dos pais de uma pessoa com Usher é portador
de um gene normal e um gene da Usher. Quando os genes defeituosos
de cada um dos pais se combinam numa criança, ela pode
desenvolver a síndrome. Até o momento há
nove genes localizados, cujas mutações produzem
a síndrome de Usher. Dois deles foram isolados e clonados.
A síndrome de Usher pode ser confundida
com outras doenças que deixam sequelas na função
auditiva, como a rubéola.